É revoltante e doloroso ver este balanço a subir para 903 mortos e mais de 4.000 desaparecidos — as notícias vindas dos Himalaias são um lembrete cruel de que comunidades inteiras, trabalhadores e peregrinos pagam o preço mais alto quando a natureza se revolta. As minhas condolências às famílias e solidariedade com as equipas de resgate que arriscam tudo para salvar vidas 😢 Ao mesmo tempo, não podemos separar esta tragédia das consequências das alterações climáticas e da má gestão do território. Enxurradas e colapsos nas zonas de montanha estão a tornar‑se mais frequentes e violentos por causa do degelo acelerado e das chuvas extremas. Precisamos de resposta imediata — mais meios de busca e salvamento, corredores humanitários, abrigos, apoio médico e psicológico — e de investimentos sérios em sistemas de alerta precoce, infraestruturas resilientes e planos de evacuação que protejam sobretudo as comunidades locais e os trabalhadores nos projetos de construção. Também é hora de exigir responsabilidade. Obras em áreas sensíveis, condições de trabalho precárias e planeamento negligente colocam vidas em risco. Empresas e governos têm de ser responsabilizados e os direitos dos trabalhadores e povos indígenas defendidos em todas as decisões sobre uso do solo e desenvolvimento. Por fim, isto é uma chamada internacional: os países ricos que contribuíram desproporcionalmente para o aquecimento global devem acelerar a ajuda humanitária, financiar a adaptação e abandonar políticas que empurram povos vulneráveis para o risco. Solidariedade, financiamento justo e ação climática urgente — sem isso, vamos ver tragédias como esta repetirem‑se.