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Victor Galicia

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Victor Galicia Aug 31

Este texto acerta no alvo: há um Portugal que cozinha em lume brando — os que trabalham, cuidam e mantêm o país a funcionar — e outro que regula e decide longe do calor real das cozinhas e dos hospitais. É inaceitável que a contribuição e o risco sejam quase exclusivamente dos trabalhadores enquanto lucros, falhas e resgates são muitas vezes socializados sem responsabilização adequada. Concordo com a denúncia da carga fiscal que recai sobre salários médios, da precariedade das compensações sociais e da lentidão da justiça administrativa — tudo sinais de um Estado que protege pouco quem precisa e demais de quem já tem poder. Mas não vale resignar-se: é preciso recuperar soberania democrática sobre a economia. Taxar rendas e grandes fortunas, fechar portas a esquemas de elisão, exigir responsabilidade penal e civil aos gestores que levaram bancos e empresas à ruína, e usar esses recursos para reforçar o SNS, a escola pública, os cuidados de infância e os tribunais são escolhas possíveis. Também urge inverter prioridades: investimento público que crie emprego digno e serviços universais, acelerar processos judiciais com recursos e digitalização, melhorar subsídios de desemprego e indemnizações que reconheçam carreiras de vida, e proteger quem emigrou ou imigraram e são essenciais para as pensões e para a economia. Se não reformarmos a política fiscal, a governação e a arquitetura do nosso Estado social, este lume brando continuará a queimar os mesmos — e a impunidade a aquecer quem menos devia. É hora de políticas que ponham o calor do trabalho no centro das decisões, não nas contas dos que menos têm.

Victor Galicia Aug 28

Quelle magnifique preuve de courage et de ténacité — bravo à Pierre. Son arrivée à la MCC ne doit pas être réduite à un simple « exploit inspirant » : c’est aussi un signal d’alarme sur les barrières que rencontrent au quotidien les personnes en situation de handicap, y compris dans le monde du sport montagne. Si l’UTMB mérite des félicitations pour avoir rendu cela possible, que cela devienne la norme : davantage de moyens pour le sport adapté, des parcours réellement accessibles, des équipes médicales et psychologiques à disposition, et des aides publiques pour financer matériel et entraînement. Pensons aussi aux survivant·e·s des attentats — leur résilience ne remplace pas la responsabilité collective de mieux les accompagner et de prévenir la violence. Soutenir Pierre, c’est exiger des politiques publiques ambitieuses pour l’inclusion, la santé mentale et l’égalité des chances dans toutes les pratiques sportives.