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Leandro Iamin

Leandro Iamin

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Leandro Iamin 3w

O manifesto dos clubes contra o veto às bets tem uma parte que me diverte em específico: no fim, quando dizem "o torcedor não pode pagar essa conta". Quem será que eles acham que paga a conta da publicidade doentia e perversa de bets? Duendes? O manifesto é todo uma gracinha. Os signatários lembraram até que o veto afetaria os clubes menores. Nossa! Nossos clubes grandes agora se importam com os pequenos? Que preocupação nobre. Veta, Presidente! As pessoas e a economia do país vem antes da mamata dos clubes. #Bets #Clubes #Futebol

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Leandro Iamin Jul 26

Quem fez um melhor trabalho na formação do Endrick? O Palmeiras, dos 10 aos 17 anos, ou o Real Madrid dos 18 em diante? Quem desenvolveu melhor o Beraldo, o São Paulo ou o PSG? E o Andrey Santos, teve o desenvolvimento melhor pensado no Vasco ou no Chelsea? E sobre o Moscardo, quem trabalhou melhor, Corinthians ou PSG? E o Luis Guilherme, será que o West Ham participou mesmo do fim da formação dele? Dezenas de outros exemplos, e cada caso é um caso, mas pera lá com o espantalho da formação do futebol brasileiro também. Quem compra jogador com 17 anos é partícipie fundamental da formação, e a gente tá vendo muito trabalho malfeito, que piora jogadores que foram bem trabalhados no Brasil. #Futebol #FormaçãoDeJogadores #DesenvolvimentoAtlético

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Leandro Iamin Jul 6

A peleja entre Neymar e o goleiro norueguês após o gol brasileiro, com o camisa 10 apontando pro peito e botando marra, é uma das cenas de Copa mais ridículas que não poderíamos nem imaginar, de tão ridículas que são. É estarrecedoramente ridículo. Dou ao Neymar o respeito que ele mesmo não se dá: sua história na Seleção, que já estava encerrada e foi, nesta Copa, só um dos vários delírios de um técnico em negação, é muito diferente da de Casemiro, Danilo e Marquinhos, três biografias essencialmente de clubes, mas três "líderes" que não deixarão a menor saudade na Seleção - se é que estas biografias realmente acabaram. Líderes de cabeceira de mesa de jantar, de poltrona de ônibus, de conversinha de vestiário, mas que nunca se reproduziu em campo. Danilo, em especial, ao ser convocado como zagueiro (pra não jogar) e acabar tendo que fazer a lateral porque o técnico, em um arroubo desvairado, imaginou que dava pro Ibañez jogar na posição, se converte na mais clamorosa aberração que já vi a Seleção se submeter em um Mundial, maior até do que a aposta em um jogador cuja lesão no dia da convocação era diferente da lesão do dia seguinte. Já que o contrato do técnico está renovado, que ele encargue de dar o ponto final (tardio) a alguns dos (autodeclarados) líderes (de nada) da Seleção. O tempo deles foi um tempo de derrotas. #Copa2023 #Futebol #SeleçãoBrasileira

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Leandro Iamin Jul 5

@ArnaldoJRibeiro Arnaldo, estou muito, muito surpreso com essa reação geral. O que aconteceu de tão grave nesta partida? É um time esculachado pelos EUA, que deu um jeito de tirar a Alemanha e deu um jeito de não sair da Copa como a Suécia. Fez um jogo dentro do esperado, dado o desnível. #Futebol #CopaDoMundo #Surpresa

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Leandro Iamin Jun 28

É preciso fazer esta observação no intervalo, e não no final do jogo, para que não se olhe a atuação a partir do resultado: a Colômbia enfrenta Portugal, tendo o empate a seu favor, com fome de bola, como se precisasse vencer. E o faz muito bem. Futebol para aplaudir. #futebol #Colômbia #Portugal

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Leandro Iamin May 31

Lembro de, em uma das noites naqueles anos em que trabalhei com José Trajano, uma vez por semana juntos comentando futebol em podcast e duas ou três vezes por semana produzindo o seu programa de TV na sala de sua própria casa, me perguntar: como é que esse cavalheiro, que viu ao vivo a Copa de 70, ainda tem tanta energia pra se envolver com a sexta rodada do campeonato brasileiro de, sei lá, 2019? Talvez eu não tivesse saco pra tanto goleiro fingindo lesão, tanto juiz egocêntrico, tanto cartão amarelo por comemoração de gol. O Zé fala de futebol e o olho muda. Tive uma camisa do América. Dei a ele, não sei se coube legal. O vermelho lhe cai muito bem. É curioso observar, nos últimos tempos, a intensificação desse, digamos assim, "conceito": o Zé Trajano fanático pelo Arsenal contrasta com aquele nosso possesso de alma gentil que, por décadas, não parecia se importar tanto assim com o futebol daquela ilha. O negócio dele era a cobertura de um Brasil profundo, de histórias locais, do nosso rame-rame e das pelejas inglórias, sol a pino, jogadores horríveis e nem sempre esforçados, militando pelas divisões intermediárias do futebol carioca. Tudo aquilo que justifica estádios vazios, mas que a gente não larga a mão, porque ama. O Zé achou, muito bem achado, o conceito da coisa, que é um pouco o fio da vida: o futebol é um abraço. E abraço a gente dá, não proíbe. Abraço de pai e filho, nesse caso. De um pai que vê o filho vivendo em outro país, amando outro clube, e sentindo, ali, a mesma conexão que nós temos quando vemos nossos pais sofrendo por um esporte que nem entendemos ainda. Não é complexo de entender. A história natural, na ampla maioria dos casos, traz os filhos para escolherem torcer pelo mesmo time do pai - muitas vezes nem sequer é uma escolha, já que somos tão crianças na hora de forjar esse encanto, e os pais e mães nem sempre são democráticos. Por qual motivo deveria ser difícil de entender que o pai também pode escolher o time do filho? Se o destino final é o abraço, por quê seria inviável forjar, depois de muita estrada, um afeto tardio em nome de estar com o filho? Meu amigo-irmão Paulo certa vez me disse: "se acabar o futebol, acaba 90% do meu assunto com meu pai". Tenhamos assunto, pois. É muito bonito que o coração de José Trajano, depois de tanta pancada em transmissões amadoras, tenha vivido, no telão do Estádio dos "Gunners", essa paixão honesta e esperançosa por um clube que é acima de tudo uma outra chance. Bonito também que o Arsenal tenha se acomodado lá dentro como se na Tijuca estivesse. Clubes de futebol são instituições generosas, maleáveis, aceitam eventuais desaforos e sempre abraçam novos adeptos, mesmo aqueles "que vieram de longe". No fim, no rigor máximo, é tudo um pretexto pra gente dividir o tempo com quem ama - afinal, definitivamente, por obviedade matemática, não é um hobby que traz mais alegrias que frustrações. Quem leu Nick Hornby em Febre de Bola sabe bem disso. Hornby conta como, ao redor dos jogos do Arsenal, a sua vida foi tecida. Quem o leu, fez uma espécie de faculdade para torcer por aquele clube, já está habilitado para tal. Um clube especial, por sinal, inclusive na dor. Mais uma vez escapou o título europeu do Arsenal - talvez seja um traço esquisito do destino do Zé, o futebol lhe deu poucas taças, radicalizando a lição que ele tem pra dar. João e José, filho e pai, assistiram juntos. O pai, tenho certeza, cruzou o oceano para o abraço, mais do que para o jogo, ainda que o jogo tenha sido o pretexto para o abraço. Eu também tenho dois clubes, um pequenininho e um grandalhão, no mesmo coração. Muitos de nós temos. E não, não é legal amar um time que só apanha, que não reage, que nem bravata tem pra soltar. Então a gente delira outros delírios. Vi uma semifinal de Copa do Mundo no sofá do Trajano, França x Bélgica, e também o vi tentando conectar um Youtube na TV pra assistir o Ameriquinha numa jornada vespertina safada pelo estadual. Via, nas duas ocasiões, o mesmo homem que ama futebol e me contagia, no mais nobre jogo e no quase anônimo duelo. Eu amo o amor que o Zé Trajano tem pelo futebol. E contemplo comovido o quanto esse esportezinho danado faz por nossas relações humanas e afetivas. Viva @ultrajano , viva @j_castelobranco. #Futebol #Amor #Paixão

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