Luís Reis
Violência verbal e as manifestações de ódio nas redes sociais. A violência verbal e as manifestações de ódio nas redes sociais tornaram‑se um dos fenómenos mais preocupantes do espaço público digital. O que começa muitas vezes como um comentário impulsivo transforma‑se rapidamente num ambiente tóxico que afeta a dignidade humana, corrói a convivência democrática e normaliza práticas discriminatórias. O discurso de ódio — seja através de insultos, ameaças, difamação, racismo, sexismo ou desinformação — funciona como um veneno social, porque alimenta preconceitos, fomenta discriminação e pode até abrir caminho para violência real. 🧭 A lógica do ódio digital O ambiente das redes sociais favorece a impulsividade: anonimato, velocidade, ausência de contexto e mecanismos de recompensa (likes, partilhas) amplificam comportamentos agressivos. O ódio expressa-se tanto de forma explícita — insultos diretos, ataques pessoais — como de forma subtil, através de narrativas de desumanização, construção de grupos como ameaça ou linguagem codificada, tal como identificado no manual da APAV. As consequências são profundas: afetam a autoestima, o bem‑estar emocional e a saúde mental, sobretudo de crianças e adolescentes, que são mais vulneráveis a estes ambientes hostis . 🛡️ Como combater o ódio e a violência verbal O combate ao discurso de ódio exige ação simultânea em várias frentes — individual, comunitária, institucional e tecnológica. As principais recomendações internacionais e nacionais convergem em estratégias claras: Empatia ativa — colocar-se no lugar do outro antes de publicar, reconhecendo que palavras têm impacto real. Pensamento crítico — verificar informação, desconfiar de conteúdos manipulados e distinguir opinião de agressão. Diálogo construtivo — conversar sobre temas complexos com respeito, desmontando preconceitos e promovendo compreensão. Denúncia responsável — usar as ferramentas das plataformas para reportar conteúdos ofensivos, como recomenda a ONU . Educação digital — ensinar crianças e jovens a reconhecer ódio, proteger a privacidade e compreender que liberdade de expressão não inclui agressão . Confiança na informação — combater a desinformação, que alimenta discursos discriminatórios, como alerta a CIG . Apoio às vítimas — disponibilizar canais de ajuda legal, psicológica e institucional, como os oferecidos pela APAV . Responsabilidade individual — usar o espaço digital para criar oportunidades, fortalecer vínculos e não cair em provocações, evitando responder agressão com agressão . 🌐 Dimensão democrática O discurso de ódio não é apenas um problema de convivência: é uma ameaça direta à democracia. A ONU e o Conselho da Europa alertam que estas práticas minam o respeito pela diversidade, deterioram normas sociais e normalizam exclusão e hostilidade . A liberdade de expressão é essencial, mas não inclui o direito de humilhar, discriminar ou incitar violência. ✒️ Síntese final O ódio nas redes sociais não é apenas ruído: é um ataque à dignidade humana e à saúde democrática. Combatê-lo exige empatia, educação, denúncia, responsabilidade e políticas públicas firmes. Cada utilizador tem o poder — e o dever — de transformar o espaço digital num lugar mais seguro, mais humano e mais respeitador.
A exposição “ALGARVE 63”, do fotógrafo irlandês Tim Motion, volta a ser apresentada ao público, desta vez em Lisboa, quase dez anos depois de ter estado patente no Parque Municipal do Sítio das Fontes, em Estômbar, Lagoa, e na Biblioteca da Universidade do Algarve, em Faro. https://www.sulinformacao.pt/2026/09/exposicao-do-fotografo-irlandes-tim-motion-patente/
Em 1998, na primeira edição, não passava de uma «pequena representação dentro de um castelo abandonado» que servia como «curral de animais». Os anos passaram e em 2026, no arranque da 28ª edição, os Dias Medievais já são uma marca tão identitária de Castro Marim que há quem espere por eles. Ano após ano. O certame arrancou oficialmente na tarde desta quarta-feira, 26 de Agosto, com o tradicional desfile que juntou autarcas, dirigentes associativos, curiosos e uma convidada muito especial: a ministra da Cultura, Juventude e Desporto. Não foi uma estreia. https://www.sulinformacao.pt/2026/08/dias-medievais-ou-a-identidade-e-a-historia-a-desfilar-em-castro-marim/
Continente: Previsão para Quarta-feira, 26 Agosto 2026 RESUMO: Períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes no Norte e Centro. Vento forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas. Pequena descida de temperatura, em especial da máxima. REGIÕES NORTE E CENTRO: Céu muito nublado, com boas abertas a partir do meio da manhã, gradualmente do litoral para interior. Períodos de chuva, passando gradualmente a regime de aguaceiros, de norte para sul, a partir do meio da manhã, que serão por vezes fortes e acompanhados de trovoadas, diminuindo de intensidade e frequência a partir do meio da tarde. Vento fraco a moderado (até 30 km/h) a predominar de sul/sudoeste, por vezes forte (até 40 km/h) e com rajadas até 60 km/h, na faixa costeira, em especial durante a manhã, soprando moderado a forte (30 a 45 km/h) nas terras altas, e com rajadas até 70 km/h. Descida de temperatura, em especial a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. REGIÃO SUL: Céu em geral muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir do meio da tarde. Períodos de chuva a partir da manhã e até final da tarde, que será pouco frequente no sotavento algarvio. Vento fraco a moderado (até 30 km/h) a predominar de sul/sudoeste, por vezes forte (até 45 km/h) e com rajadas até 65 km/h, na faixa costeira ocidental a norte do cabo Espichel, em especial durante a manhã, e nas serras, rodando para oeste/sudoeste a partir da tarde. Pequena descida de temperatura, em especial da máxima. GRANDE LISBOA: Céu em geral muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir do meio da tarde. Períodos de chuva, passando a regime de aguaceiros a partir do meio da manhã, que poderão ser por vezes fortes e ocasionalmente acompanhados de trovoadas, diminuindo de intensidade e frequência a partir da tarde. Vento fraco a moderado (até 30 km/h) de sul/sudoeste, por vezes forte (até 40 km/h) e com rajadas até 60 km/h, em especial junto ao cabo Raso durante a manhã, sendo oeste durante a tarde. Pequena descida da temperatura máxima. GRANDE PORTO: Céu muito nublado, com boas abertas a partir do meio da manhã. Períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, em especial até final da manhã. Condições favoráveis à ocorrência de trovoadas, em especial até meio da tarde. Vento fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante sul, por vezes forte (até 40 km/h) e com rajadas até 60 km/h junto à faixa costeira durante a manhã. Pequena descida de temperatura. ESTADO DO MAR: Costa Ocidental: Ondas de oeste com 1 metro, aumentando gradualmente para 1,5 a 2 metros. Temperatura da água do mar: 19/20ºC Costa Sul: Ondas de sudoeste inferiores a 1 metro. Temperatura da água do mar: 19/21ºC METEOROLOGISTA(S): Madalena Rodrigues e Maria João Frada
Socialismo... A internet tornou-se no faroeste da ignorância: os apoiantes do CHEGA e do IL berram "vamos acabar com o socialismo" e, quando lhes mostras o que isso significa na vida real, fazem ar de espantados: "ah, mas é isso? Não é como na Venezuela?". Na verdade, não existe socialismo propriamente dito na Europa. O que existe é, quando muito, social-democracia, e mesmo essa é cada vez mais reduzida. O que temos são políticas e medidas pontuais inspiradas em princípios socialistas, que garantem direitos e algum equilíbrio social. Quando os bilionários, através de alguns partidos, vos vendem a ideia de "acabar com o socialismo", não se trata de uma palavrinha mágica saída do Harry Potter ou memes com a Tatcher— é, sim, pôr fim a políticas concretas que servem para lhes transferirem mais riqueza e retirarem direitos aos restantes. Tudo isto é socialismo (ou, pelo menos, herança dele): 1. Jornada de 8 horas 2. Semana de 5 dias 3. Descanso semanal obrigatório 4. Férias pagas 5. Feriados pagos 6. Subsídio de férias 7. Subsídio de Natal (13.º mês) 8. Proibição do trabalho infantil 9. Escolaridade obrigatória e escola pública gratuita 10. Salário Mínimo Nacional (SMN) 11. Contratos escritos e regras contra a precariedade abusiva 12. Pagamento de horas extraordinárias e limites ao trabalho nocturno 13. Proibição de despedimento sem justa causa (forte protecção) 14. Indemnização por despedimento 15. Seguro de acidentes de trabalho 16. Licenças por doença (baixa médica paga) 17. Licença de maternidade 18. Licença de paternidade (direito próprio) 19. Protecção na gravidez e no regresso ao trabalho 20. Igualdade salarial por trabalho igual 21. Direito à greve 22. Liberdade sindical e direito de associação 23. Contratação colectiva e convenções sectoriais 24. Comissões de trabalhadores nos locais de trabalho 25. Segurança e saúde no trabalho (EPI, inspecções, ACT) 26. Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal (desde 1979) 27. Vacinação em massa e programas materno-infantis 28. Centros de saúde, hospitais públicos e INEM 29. Medicamentos comparticipados e genéricos 30. Saúde mental e planeamento familiar 31. Segurança Social universal (pensões, invalidez, viuvez) 32. Subsídio de desemprego 33. Abono de família e prestações por filho 34. Rendimento Social de Inserção (RSI) (rede mínima de protecção) 35. Complementos sociais para idosos e pessoas com deficiência 36. Fiscalidade progressiva (quem ganha mais, paga mais) 37. Tarifa social de energia e apoios à factura de água/transportes 38. Passe social e políticas de transportes públicos (ex.: 2019 →) 39. Programas públicos de habitação e renda apoiada 40. Direitos do inquilino (mediação e regras de despejo) 41. Saneamento básico universal e água potável canalizada 42. Iluminação pública, espaços verdes e equipamentos colectivos 43. Reabilitação urbana e regras de salubridade na habitação 44. Leis de defesa do consumidor e direito de devolução 45. Rotulagem alimentar e informação nutricional 46. Garantias de produtos e assistência pós-venda 47. Regulação bancária e garantia de depósitos 48. Tarifas reguladas e serviço universal (energia, correios, telecomunicações) 49. Empresas públicas estratégicas (água, energia, transportes) 50. Sufrágio universal, voto das mulheres e voto secreto 51. Liberdade de imprensa, manifestação e associação 52. Leis anti-discriminação (género, raça, orientação sexual, deficiência) 53. Combate à violência doméstica, casas-abrigo, linhas de apoio 54. Justiça do trabalho e apoio jurídico para os mais vulneráveis 55. Leis do ar e da água limpos, gestão de resíduos 56. Parques naturais e metas de energias renováveis 57. Fiscalidade verde e eficiência energética nos edifícios 58. Educação de adultos (alfabetização) e acções de formação 59. Acção social escolar (bolsas, refeições, manuais comparticipados) 60. Carreira docente regulada e rede de universidades públicas Se, depois disto, ainda repetes "acabar com o socialismo", então ou és masoquista... ou és um dos privilegiados... ou és burro. Eduardo Maltez Silva | Facebook
𝗧𝗮𝘃𝗶𝗿𝗮 𝗧𝗲𝗺... uma vista que tira o fôlego — mesmo a quem já a conhece. 🌇 Quando o sol se despede e o céu passa do laranja ao azul profundo, Tavira acende-se. O Rio Gilão serpenteia entre as duas margens, as pontes refletem-se na água, e a cidade revela-se numa das suas faces mais deslumbrantes. #Tavira #TaviraTem https://www.facebook.com/share/1duo9Q8Hfd/
Carneiro fixa reforma da Segurança Social como linha vermelha para OE2027 https://www.lusa.pt/national/article/2026-08-21/47641986/carneiro-fixa-reforma-da-seguran%C3%A7a-social-como-linha-vermelha-para-oe2027
🧭 O que fazer quando se tem um vizinho barulhento e desrespeitador Registe os episódios de incómodo - Tome nota das datas, horários e tipo de ruído (música alta, gritos, obras fora de horário, etc.). - Estes registos podem ser úteis caso precise de apresentar queixa ou envolver autoridades. Consulte o regulamento do condomínio ou as normas municipais - Verifique se há regras sobre horários de silêncio (geralmente entre as 22h e as 7h). - Em Évora, aplica-se o Regulamento Geral do Ruído, que prevê coimas para infracções reiteradas. Informe a administração ou o condomínio - Se vive num prédio ou urbanização com gestão, comunique o problema ao administrador ou ao condomínio. - Estes podem intervir ou aplicar medidas previstas no regulamento interno. Contacte as autoridades, se necessário - Em casos persistentes, pode contactar a Polícia Municipal ou a GNR. - O artigo 27.º do Regulamento Geral do Ruído prevê sanções para quem perturbe o sossego público. Evite confrontos ou represálias - Manter a calma protege a sua posição e evita escalar o conflito. - Não responda com barulho ou provocações — isso pode prejudicar a sua credibilidade.
🎯 Essência O combate político faz‑se reforçando instituições, criando enquadramento legal claro, organizando discurso público e mobilizando cidadãos em torno da laicidade e dos direitos fundamentais. 🧭 Estratégias políticas (democraticamente válidas) 1. Defesa ativa da laicidade Propor legislação que clarifique limites entre religião e política. Reforçar fiscalização da CNE sobre intervenções religiosas em campanhas. Exigir que políticas públicas tenham fundamentação técnica, não doutrinária. 2. Transparência e escrutínio Defender auditorias regulares a financiamentos de organizações religiosas. Propor registo obrigatório de lobbies religiosos, como existe noutros países europeus. Exigir divulgação pública de apoios institucionais a candidatos. 3. Mobilização cívica laica Criar movimentos ou plataformas que defendam Estado laico e direitos civis. Incentivar partidos a assumir compromissos explícitos com laicidade. Organizar debates públicos sobre separação entre fé e governo. 4. Contraponto argumentativo baseado em evidência Responder a propostas religiosas com dados científicos, estudos e impacto social. Evitar confronto identitário; focar sempre em políticas públicas concretas. Promover fact-checking independente. 5. Educação cívica e literacia democrática Apoiar programas escolares e comunitários sobre funcionamento das instituições. Reduzir dependência de discursos moralistas ou simplistas. Incentivar participação informada em assembleias municipais e debates locais. 6. Regulação do uso político de espaços religiosos Defender aplicação rigorosa das regras que proíbem propaganda eleitoral em cultos. Reforçar penalizações quando líderes religiosos usam influência espiritual para fins partidários. 📌 O ponto crítico O combate é político, institucional e argumentativo — nunca religioso ou identitário. O objetivo é proteger a democracia, não atacar crentes.

