Exclusivo: Hoje, uma semana antes do primeiro turno das eleições, Lula teve a cara de pau de usar uma tragédia para defender a proibição das bets. Lula usou em sua campanha o caso de Ângela Maria Camilo da Paz, que tirou a sua vida em 12 de dezembro de 2023. Tinha R$ 500 mil em dívidas nos apps Crash e Double da Blaze. No mesmo dia da morte de Ângela, no Senado, o PT votou contra uma emenda de @carlosfportinho que buscava tirar do projeto exatamente o mesmo o tipo de jogo que destruiu a vida de Angela — cassino on-line de gerador aleatório. A emenda passou mesmo assim. Dez dias depois a Câmara recolocou esses jogos no texto. Nenhum dos 58 petistas presentes votou para barrá-los. Em 29 de dezembro Lula sancionou a lei. A Foggo, operadora da Blaze, pagou R$ 30 milhões de outorga no primeiro aniversário da morte de Ângela. A área técnica da Fazenda escreveu que não conseguia avaliar a origem dos R$ 35 milhões da empresa. A SPA aprovou pela “presunção de veracidade” e aceitou como sócia brasileira uma holding de R$ 10 mil controlada da Ilha de Man. Arquivos de Curaçao mostram os mesmos dois donos no fim da cadeia: Nick van Gorsel e Nicholas Beugg, patrimônio declarado de € 1,3 bilhão (R$ 7,7 bi). Agora Lula extingue as 85 autorizações, tenta ficar com R$ 2,55 bilhões em outorgas e leva Ângela para a campanha — contra a bet que o governo dele mesmo licenciou. https://t.co/Y35XKlOHpj #Eleições2023 #Lula #JogosOnline
