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#Testemunho
Santos FC 3d

Santos FC stated that Vila Belmiro was illuminated in tribute to Naty Potira and that the Santos fans applauded her, remembering the videos with which she entertained her fans and her kindness. The club also highlighted Naty's passion for the team and said that her memory would be eternal. #SantosFC #NatyPotira #Saudade (translated)

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Observador 4d

Victims of abuse in the Catholic Church are asking parliament for an audit and review of the law on financial compensation, claiming that they were not heard during the process and that many testimonies were ignored. #IgrejaCatólica #AbusosSexuais #Vítimas (translated)

observador.pt
Vítimas de abusos na Igreja pedem auditoria e revisão da lei
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Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 1w

Julio Schneider said he would like to be in Brazil to hear the bells ringing and compared the moment to the story of the Liberty Bell in Pennsylvania, whose crack, according to him, symbolized the decision of a people to stop being property. From afar, he asked that the bells awaken the consciousness of Brazilians for democracy, justice, and freedom. He also stated that Brazil needed to free itself from those who, in his assessment, had taken power, and advocated for a response without hate, through voting and institutions. #Liberdade #Democracia #Justiça (translated)

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Bia Kicis 1w

Bia Kicis stated that she received a message of faith from Father Rafael de Souza dos Santos, from the Archdiocese of Brasília and rector of the Sanctuary of Our Lady of Health. According to her, in the video the priest spoke about trust in God, mutual care, and courage in the face of daily challenges. Kicis also sought support for her candidacy for the Federal Senate with the number 223, saying that she aimed to defend the principles she deemed important for the Federal District. #Fé #Esperança #Coragem (translated)

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MarioFrias 1w

Mario Frias stated that, despite the persecution he claimed to suffer and the attempts he expected to take his life, he never considered abandoning the film *Dark Horse*. He described the production as a mission and a calling from God, intended, according to him, to record for history his testimony about Jair Bolsonaro and what the former president represented for millions of Brazilians. Frias thanked Cyrus for believing in the film and supporting him over the years, stating that the two were able to carry out the project. #DarkHorse #JairBolsonaro #Resiliência (translated)

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Rachel Szor 1w

"want to avoid what is actually in the film" The revolt, Rachel Szor noted, is motivated by the fact that the Israelis "want to avoid what is actually in the film": the violent testimonies, the controversial methods, the dead civilians, and the accusations of genocide in the Gaza Strip. #NAZA #Documentário #ConflitoIsraeloPalestiniano (translated)

"NAZA": o aclamado documentário que está a enfurecer Israel
observador.pt
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O Fura-Redes 2w

Cristiano Ronaldo gave a lot to the National Team. In individual and historical terms, no Portuguese has given more. That is the truth. But what did the National Team give to Cristiano Ronaldo? I remember well how, even at open training sessions, that group embraced an 18-year-old kid. And we are talking about the first generation with full recognition abroad. Luís Figo (Ballon d'Or), Rui Costa, Pauleta, Fernando Couto, the great generation of FC Porto under Mourinho. They also had reasons to feel proud and to be main figures. It was beautiful to see the passing of the torch in 2004 and 2006 where CR7 was welcomed, cherished, and thrown to the lions with warm support. Now I want you to think with me, what would have happened to Cristiano Ronaldo if in 2004, when he came on at halftime of Portugal's first game in the Euro, someone who left had started to throw a tantrum? Sour face? Consecutive press conferences with 10 questions on the subject? Wouldn't this have affected him? This is also what a National Team is about: knowing how to welcome those who arrive, protecting those who are taking their first steps, and, above all, knowing how to pass on the torch. The generation of Figo, Rui Costa, Pauleta, Fernando Couto, and company did this with Cristiano Ronaldo. And perhaps one of the greatest responsibilities of the established players, the captains of a National Team is precisely this: to ensure that the next generation enters through the door with warm support and the capacity to embrace the future. Very sad what CR7 did with Gonçalo Ramos, Fábio Silva, João Félix, etc. Yes, Ronaldo gave a lot to the National Team. But he also drank a lot from the generation of the National Team that was there when he arrived. I sincerely believe that only Alex Ferguson gave him more. The way CR7 leaves the National Team in flames is the biggest failure of the colossal career of the former captain of the National Team. #CristianoRonaldo #SeleçãoNacional #Futebol (translated)

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B24 3w

"Nós não queríamos saber de futebol [...] e perdemos aquela garra." O testemunho de Andy Robertson sobre o impacto da perda de Diogo Jota no balneário do Liverpool. https://t.co/W56mqWdydq #futebol #Liverpool #DiogoJota

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Max Cardoso 3w

Muitas notícias estão saindo ultimamente sobre preparação de guerra na Europa com um possível ataque russo. O testemunho do Didi que mora na Polônia há algum tempo conta muito. Podemos estar próximos de uma 3 guerra mundial. Peçamos a Deus misericórdia.🙏🏻 #Guerra #Europa #Paz

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Lula Sep 3

Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional. Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta. É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário. As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil “quebra”. Do mesmo jeito que ia “quebrar” quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão. O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade. Os brasileiros e brasileiras que trabalham seis dias por semana e, muitas vezes, dedicam o sétimo aos afazeres domésticos, já cansaram de esperar. Estamos com vocês. Seguimos mobilizados. Pelo fim da escala 6x1! #TrabalhoMaisJusto #FimDaEscala6x1 #DireitosTrabalhistas

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Allan Dos Santos Sep 1

A Diocese de Fort Worth, no Texas, sob a liderança do bispo Michael Olson, inaugurou uma nova paróquia dedicada a Matthew Ayariga, um dos 21 jovens assassinados pelo Estado Islâmico em uma praia da Líbia, em fevereiro de 2015. Natural de Gana, Ayariga, segundo relatos, não era cristão quando foi capturado ao lado de 20 cristãos egípcios. Alguns relatos afirmam que, durante o cativeiro, ele foi profundamente tocado pelo testemunho de coragem e de fé de seus companheiros. Quando os terroristas teriam exigido que ele renegasse Jesus Cristo, Ayariga teria respondido com uma frase que se tornaria seu último testemunho de fé: “O Deus deles é o meu Deus.” #Fé #Esperança #Solidariedade

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Observador Aug 15

O artigo relata como no dia 13 de agosto de 1961, a RDA construiu um muro para separar Berlim Ocidental de Berlim Oriental, desencadeando uma divisão que impactou profundamente a vida de muitos berlinenses, com testemunhos de quem cresceu próximo ao muro, fugiu ou ajudou outros a escapar. #MuroDeBerlim #HistóriaDaAlemanha #GuerraFria

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O dia em que Berlim acordou com um Muro
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Carlos Viana Aug 13

Após nove meses foragido, o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, se entregou à Polícia Federal. Ele foi preso em flagrante durante depoimento na CPMI do INSS, por ordem minha, por falso testemunho. Mentiu deliberadamente sobre o esquema. Segundo a perícia da PF, a Conafer desviou cerca de R$ 640 milhões dos aposentados. Seiscentos e quarenta milhões. Nove meses depois, a Justiça começa a alcançá-lo. Quem rouba aposentado não tem direito a fugir para sempre.
A conta chega. #Justiça #Corrupção #INSS

19671
Observador Aug 13

Marcelo Rebelo de Sousa, ex-presidente da República, deixou o Hospital de Faro após um susto relacionado a uma indisposição durante suas férias na praia, enquanto Portugal também testemunhou um eclipse solar total que atraiu multidões, mas a presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior expressou preocupações sobre o aumento da criminalidade na Baixa de Lisboa. #EclipseSolar #MarceloRebeloDeSousa #Notícias

observador.pt
As notícias das 6h
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Observador Aug 12

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, testemunhos de prisioneiros ucranianos revelaram alegações de tortura, violência sexual e maus-tratos sistemáticos perpetrados por autoridades russas, negadas pela Rússia como parte de uma campanha de desinformação. #GuerraNaUcrânia #DireitosHumanos #Tortura

observador.pt
Pisioneiros ucranianos relatam violência sexual e tortura
12371
Observador Aug 11

Betty, com 97 anos, e Paul, que testemunhou 90 eclipses, mostram, ao empolgarem-se com o próximo eclipse que cobrirá 94,4% do Sol em Lisboa, que a idade não é um limite para aventuras e novas experiências. #Eclipse #Lisboa #Astronomia

observador.pt
Betty a 240km/h e Paul atrás do sol: velhos são os trapos
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dono da c🅾️🅾️perativa ™ Jul 19

☢️ Reflexão da Cooperativa: a geração mais bem preparada de sempre. Sabem explicar a fotossíntese, resolver integrais, citar meia dúzia de estudos sobre asaúde mental e, ao mesmo tempo, entram em colapso mental porque as notas demoraram mais uns dias a sair. Os testemunhos sucedem-se. Ansiedade. Férias adiadas. Incapacidade de desligar. Dias de sofrimento. Parece que estivemos mesmo à beira de uma catástrofe humanitária e, afinal, estamos a falar de jovens que tiveram de esperar mais 3 dias para saber uma nota, outros, vá, uns quantos, demais é certo, com nota suspensa. ➡️➡️É pois esta a geração que nos vendem como a mais bem preparada de sempre. E talvez seja. A mais bem preparada para responder a testes. A encornar matéria. A dominar os Tik Toks desta vida. A repetir conceitos. Mas a vida, essa, é uma disciplina sem manual, e chumbam em toda a linha, do que me é dado a ver. Porque a escola ensina, mas não ensina a esperar. Ensina conteúdos, mas não ensina resiliência. Ensina competências, mas não ensina a lidar com a frustração. Ensina direitos, mas quase nunca fala de deveres. Ensina a exigir, mas raramente a aguentar. E bem, porque a essa outra tarefa, que encaixa noutro segmento mais abrangente, a educação, cabe aos pais. Percebem, papás? Criou-se uma geração convencida de que qualquer desconforto merece uma declaração pública, qualquer contratempo justifica uma crise existencial e qualquer obstáculo exige que alguém peça desculpa. O problema nunca é a forma como reagimos; é sempre o mundo que insiste em não corresponder às nossas expectativas.⬅️⬅️ E depois perguntamo-nos porque é que tantos continuam dependentes dos papás até bem depois da idade adulta. Porque é que tantos precisam que alguém lhes resolva cada problema, cada papelinho, cada decisão. Porque nunca saem de casa a pretexto de que a habitação está cara, e está, mas não é preciso começar pelo rooftop no Chiado. Façamos em conjunto, camaradas, um exercício de imaginação. Se amanhã Portugal tivesse de mobilizar cidadãos para defender o país perante uma ameaça real, como aconteceu e continua a acontecer em tantas partes do mundo, que sociedade apresentaríamos? Uma que sabe distinguir um pronome relativo de um complemento oblíquo, mas entra em ansiedade porque um calendário administrativo escorregou uns diazitos. Uma sociedade que teima em confundir desconforto com trauma. Não é uma crítica aos jovens por serem jovens. É uma crítica aos adultos que lhes venderam a ilusão de que crescer podia ser feito sem dor, sem espera, sem responsabilidade e sem fracassos. Pais que lhes limaram todos os obstáculos. Escolas que trocaram exigência por conforto. Uma cultura que transformou a vulnerabilidade numa identidade permanente e protegida, quando devia ser só uma condição passageira que se ultrapassa com querer e luta. ⚠️Talvez o verdadeiro exame não fosse bem o de matemática nem o de português. Talvez fosse mesmo este. O esperar. Aceitar que nem tudo depende da nossa vontade. Perceber que um atraso não é o fim do mundo. Chumbaram em toda a linha, pelo menos aqueles que os OCS insistem em nos mostrar pela conveniência da narrativa. Quem não consegue lidar com alguns dias de incerteza dificilmente estará preparado para enfrentar as décadas de incerteza que a vida inevitavelmente traz. Há mais conhecimento nesta geração. Disso ninguém duvida. O problema é que conhecimento não é sinónimo de maturidade. E um país que produz CV's bonzinhos de malta que encornou matéria, mas adultos frágeis, está, na verdade, a confundir educação com instrução. Isto para mim é muito mais preocupante do que qualquer nota de um exame nacional. Para vossa eventual reflexão. o dono da cooperativa #Educação #GeraçãoZ #SaúdeMental

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Desiree Rugani Jul 15

🚨 “ISRAEL ESTAVA CERTO”: ONU ACUSA HAMAS DE INTERFERIR NA AJUDA HUMANITÁRIA EM GAZA 🤡Foram necessários apenas três anos de guerra, milhares de vídeos e incontáveis testemunhos para que a ONU admitisse publicamente algo que Israel denunciava desde o início: que o Hamas interferia na distribuição da ajuda humanitária. Durante anos, Israel denunciou que o Hamas desviava suprimentos destinados à população civil. Agora, um alto funcionário da ONU acusa o grupo terrorista de obstruir a distribuição de ajuda humanitária e intimidar trabalhadores. Segundo Ramiz Alakbarov, coordenador humanitário da ONU para os territórios palestinos, homens armados invadiram um centro de distribuição do Programa Mundial de Alimentos no norte de Gaza, agrediram motoristas e interromperam as operações. A ONU alertou para um padrão crescente de intimidação e violência que coloca em risco os trabalhadores humanitários e impede que alimentos cheguem às famílias necessitadas. O Hamas negou as acusações e afirmou que seus homens realizavam uma operação contra supostos contrabandistas. A ajuda deveria alimentar os civis — não fortalecer o grupo que os mantém reféns. #Gaza #ONU #AjudaHumanitária

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Kiritkumar Gentilal Jul 13

Portugal, Cobaia da Europa “Onde a Comissão Europeia manda, o PRR paga e o professor corrige — sem saber ao certo o quê” Há professores que descrevem, nas redes sociais e em conversas de sala de professores, uma sensação nova e desconfortável: a de serem avaliados enquanto avaliam. Plataformas de correcção digital que registam o tempo gasto em cada resposta, sistemas que sinalizam quem corrige "devagar", classificadores que nunca souberam, até agora, que o seu próprio ritmo de trabalho estava a ser medido. Ninguém lhes explicou, com clareza, quem vê esses números, para onde vão, nem que decisão deles depende. O caso não é anedota isolada. É o retrato mais fiel do que se tornou a avaliação nacional depois da entrada em cena do PRR: 300 mil exames digitalizados numa plataforma incapaz de fazer coincidir a primeira página com a segunda, que já convocou matemáticos para classificar provas de línguas, e que apaga respostas para segundos depois, fazer surgir outras no lugar. A razão para tantos erros está no próprio desenho do sistema. Já não é um professor a pegar no exame de um aluno, do princípio ao fim, a lê-lo, a perceber o seu raciocínio e a atribuir-lhe uma nota que consegue explicar. O exame foi despedaçado em itens — cada pergunta separada das outras — e distribuído por vários professores diferentes, cada um a "despachar" apenas um pedaço, de muitos alunos ao mesmo tempo, como numa linha de montagem em que ninguém vê o carro completo, só aperta o seu parafuso. Por isso já não se corrige: classifica-se. E há uma consequência que devia incomodar-nos mais do que incomoda: como o trabalho passa todo dentro da plataforma, o sistema regista, item a item, quanto tempo cada professor demora a decidir — um cronómetro sobre o trabalho docente que nunca existiu na correcção em papel, e que serve tanto para pressionar quem "vai devagar" como, mais cedo ou mais tarde, para ensinar uma máquina a fazer o mesmo. Um aluno pode aceitar uma nota sem que ninguém — nem sequer um único professor — tenha visto o seu exame por inteiro e lhe consiga explicar o erro? Chama-se a isto modernização. Devia chamar-se-lhe, com rigor, uma forma de controlo digital sobre o próprio corpo docente, feita sem consentimento informado de quem nele trabalha. Vamos aos números reais, porque aqui a realidade já é suficientemente grave sem ser preciso exagerar nada. Foram entregues 7,1 milhões de euros a empresas privadas do sector tecnológico para digitalizar cerca de 300 mil provas e distribuí-las pelos correctores. Desde 2023, o antigo Instituto de Avaliação Educativa assinou 16 contratos ligados à digitalização das provas, num total de cerca de 7,1 milhões de euros, a que acresce ainda o IVA. Ao longo de uma década, esse instituto — entretanto renomeado — distribuiu 11,35 milhões de euros por 126 contratos com diferentes empresas tecnológicas, um valor bem mais amplo, que cobre equipamento, segurança informática e consultoria em geral, não só a digitalização dos exames. O maior contrato de todos nem sequer é para o sistema que está a falhar agora: em Julho de 2025, a Axians, do grupo francês Vinci, assinou com o instituto um contrato de cerca de 1,49 milhões de euros, financiado pelo PRR, para desenvolver uma nova plataforma que só deverá entrar em funcionamento em 2027. Convém dizer isto sem rodeios: o dinheiro do PRR não é uma prenda — é um empréstimo, com juros, que os portugueses pagarão durante anos, como sabem bem as populações de Boticas ou do Fundão, habituadas a outras promessas de "transição" feitas em nome de fundos europeus. E é aqui que a história ganha contornos quase cómicos, se não fosse trágica. A plataforma que hoje corrige — ou tenta corrigir — os exames não é a tal plataforma nova e cara. É gerida pela Blat – Creative Powerhouse, uma microempresa lisboeta com apenas catorze funcionários e uma facturação anual abaixo dos 580 mil euros, que regista só dois contratos públicos com o instituto, num valor total de cerca de 49 mil euros. O próprio ministro da Educação disse que esta colaboração vinha desde 2018 — só que a Blat, tal como existe hoje, nem sequer existia nessa altura: nasceu em 2020, como agência de comunicação chamada Antebellum, e só passou a chamar-se Blat em 2022. A empresa que assinou o contrato de 2018 tinha outro nome e outro número de identificação fiscal — uma empresa diferente. Ou seja: nem o próprio Ministério consegue explicar, com clareza, há quantos anos e com quem trabalha, quando falamos da peça mais crítica de todo o sistema. Vale a pena explicar, em palavras simples, uma confusão que ajuda a perceber o caos: há, na verdade, dois sistemas diferentes envolvidos. Um é a plataforma que recebe os ficheiros digitalizados e os distribui pelos professores — desenvolvida internamente, foi aqui que apareceram os erros mais visíveis, como folhas de continuação cortadas e itens trocados entre alunos. O outro é a plataforma onde os professores efectivamente classificam as respostas, criada internamente em 2016 e depois entregue à Blat para ser desenvolvida em sucessivas versões. O problema é que esse sistema nasceu pensado para um universo bem mais pequeno e totalmente digital — não para pegar em 300 mil exames feitos em papel, digitalizá-los à pressa e distribuí-los da noite para o dia. É como pedir a uma bicicleta de cidade que aguente uma corrida de camiões: em algum momento, parte. Numa das plataformas foi ainda identificada uma falha de segurança que obrigou a suspendê-la temporariamente, com a consultora Deloitte chamada às pressas para ajudar a resolver o problema — o mesmo tipo de problema que, no ano anterior, já tinha aparecido num projecto-piloto com 20 mil provas de Filosofia, ignorado nessa altura pelo Ministério. É como pedir a alguém que aprenda a conduzir num Fórmula 1, em auto-estrada, à noite, sem faróis — e depois espantarmo-nos com o acidente. A pressa não é acidental: é política. E a pergunta que ninguém faz em voz alta é porque foi Portugal, e não a Alemanha ou a França, o país escolhido para essa auto-estrada. Não deixa de ser revelador que, segundo relatos vindos de dentro do próprio ensino privado de topo, seja precisamente entre os filhos das classes dirigentes que esta tecnologia tende a ser mantida a maior distância — colégios onde a manhã ainda começa com leitura e silêncio, e não com um ecrã. Fica a pergunta, mais do que a certeza: quem decide impor esta tecnologia aos filhos dos outros, hesitaria em impô-la aos seus? A resposta institucional está nos próprios documentos da Comissão Europeia, que descrevem Portugal como "ambiente ideal para testes de escala" — o mesmo epíteto que já nos coube com o Cartão do Cidadão, a e-factura, a e-saúde e os pilotos de voto electrónico. Somos, há muito, o aluno aplicado da turma europeia: aceitamos depressa, resistimos pouco, temos infra-estruturas montadas e sindicatos menos combativos do que os alemães ou os franceses. É a mesma lógica que, no século XVIII, levou Pombal a reformar o ensino português com uma pressa iluminista que atropelou tradições inteiras; a diferença é que Pombal queria formar cidadãos, e o PRR quer, sobretudo, treinar algoritmos. Convém dizer isto com clareza, porque a expressão "inteligência artificial" faz-nos baixar a guarda crítica, como se estivéssemos perante um destino inevitável. Não é. Esta tecnologia não é inteligente — é estatística aplicada a milhões de respostas humanas — nem é artificial: depende de trabalho humano massivo e mal pago, de quem digitaliza à mão, de quem classifica, de quem fornece, sem saber, os dados que a alimentam. Há, nesta cadeia, uma inversão que raramente se nomeia: os mesmos professores e alunos cujo trabalho serve de matéria-prima para treinar os sistemas são também aqueles a quem depois se pede que confiem nesses sistemas para os avaliar. Paga-se a mesma pessoa duas vezes menos — uma vez em salário, que não aumenta, outra em autonomia, que diminui. Estudos de neurobiologia, de psicologia e inquéritos da OCDE dizem todos a mesma coisa, por outras palavras: quanto mais deixamos a máquina pensar por nós, menos o nosso próprio cérebro trabalha — e a concentração, a memória e o raciocínio complexo, que a escola devia treinar, ficam mais fracos. Paulo Freire já dizia, décadas antes de haver escolas "digitais", que ensinar não é despejar matéria na cabeça de alguém, mas ajudar esse alguém a aprender a pensar sozinho. Uma escola obcecada em medir a velocidade de correcção faz exactamente o contrário. Gert Biesta, um pedagogo mais recente, acrescenta algo importante: educar é sempre arriscado, porque lida com pessoas — livres, imprevisíveis, diferentes umas das outras — e é esse risco, essa imprevisibilidade, que faz da educação, e não um treino mecânico. Uma escola que tenta eliminar esse risco com algoritmos não está a melhorar a educação: está a destruí-la. E fica um aviso simples: quando um aluno pensa menos, não perde só ele — perdemos todos, porque o conhecimento que a humanidade partilha só cresce quando cada nova geração pensa por si. Nem é como se o resto da Europa tivesse aceitado isto sem resistência. Não existe, é preciso dizê-lo com honestidade, uma decisão única e europeia a travar de vez a avaliação digital — mas há factos concretos, e verificáveis, de resistência jurídica e institucional. Na Alemanha, uma associação de defesa de direitos digitais processou universidades pelo uso de software de vigilância em exames online, e a Baviera chegou a proibir por lei o reconhecimento facial e a análise automática de comportamento na correcção de provas, por considerar essas técnicas desproporcionadamente intrusivas. Em França, a autoridade de protecção de dados exige, desde 2023, que as escolas ofereçam sempre uma alternativa presencial a quem não quiser ser vigiado digitalmente num exame. E no Parlamento Europeu chegou mesmo a ser pedida, formalmente, uma investigação à privacidade destas ferramentas de vigilância educativa. Não é uma recusa em bloco, mas é o oposto do silêncio que se vive em Portugal: é debate público, é litígio, é regulação a travar excessos antes de eles se instalarem. Em Portugal, esse debate mal chegou a existir. Nem a maioria dos partidos com assento parlamentar, nem a generalidade dos sindicatos de professores, questionaram publicamente o modelo em si — a divisão do exame em itens, a substituição da correcção pedagógica por uma simples classificação, a monitorização do tempo de trabalho docente. Discutiu-se a incompetência da execução, não a legitimidade do desenho. É uma diferença que parece técnica e é, na verdade, política: uma coisa é exigir que um sistema mau funcione melhor, outra é perguntar se aquele sistema devia sequer existir. Nas redes sociais, longe dos comunicados oficiais, foi de professores e não dos meios do costume que veio a onda de testemunhos sobre os erros dos exames — enquanto o ministério, por algum tempo, insistiu em desvalorizá-los. A pressão política acabou por obrigar a mais do que palavras: o sindicato de professores Fenprof pediu directamente a demissão do ministro da Educação, o Bloco de Esquerda propôs uma comissão parlamentar de inquérito para apurar quem desenvolve e gere a plataforma e com que dinheiro do PRR, e até um pedido de debate urgente do Chega chegou a ser recusado pelo presidente do Parlamento. Perante o caos, o ministro autorizou ainda meio milhão de euros extra para tentar estabilizar o sistema em pleno processo de correcção — dinheiro gasto às pressas para apagar um incêndio que, no fundo, resultou de anos de decisões apressadas. Para muitos desses professores, o problema não é apenas a pressa: é o próprio modelo — descritores simplificados, perguntas fechadas, uma avaliação pensada para ser lida por uma máquina antes de ser lida por um ser humano. Não escrevo isto para condenar a tecnologia em si, nem os professores que, sem alternativa, hoje classificam aquilo que a plataforma lhes atribui. Escrevo-o porque um país que aceita ser laboratório sem perguntar o preço do ensaio acaba sempre a pagar a factura duas vezes: uma em dinheiro do PRR, outra em confiança perdida na escola pública. Da próxima vez que o seu filho, ou o filho de um amigo, receber uma nota de exame que pareça estranha, vale a pena perguntar não só se a resposta estava certa — mas quem, ou o quê, a leu primeiro. #PRR, #educação, #digitalização, #inteligência artificial, #vigilância digital, #Portugal, #União Europeia, #professores, #exames nacionais, #Paulo Freire, #Gert Biesta

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Hotboys Oficial Jul 2

Pra esse testemunho você abriria a porta. Confira o TBT com Erick Dotadao, Tom e Rafael 🔗 O Testemunho https://t.co/lEQW8iMypl https://t.co/MM4RlWlY2x #Testemunho #TBT #ErickDotadao

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